b.i.

Alguém que está a caminho da idade adulta, mas continua mergulhada em problemas adolescentes... No fundo, uma pessimista que tem esperança de encontrar o seu caminho...

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Reflexões e Desmaterializações (acho que acabei de ser uma criativa da linguagem...os puristas da língua que não passem por aqui)


Segunda tentativa...


É sabido que os problemas deste blog começaram logo in- útero e têm-se arrastado ao longo da sua curta vida. Não que me tenha esquecido dele, quer dizer, isso até era impossível, na medida em que a fiel guardiã do mundodesonhos o torna impossível…Mas confesso que aguardo ansiosamente a hora em que vão anunciar um processador de texto directamente ligado ao cérebro humano…basta pensar e fiat lux (está escrito, claro que com a máxima correcção ortográfica e expressão escrita).

Questão fundamental: - O que escrever?


Desmaterialização:parte I
Ontem recebi uma mensagem da H a dizer que gostaria muito que estivesse presente na missa dela de envio para São Tomé e Príncipe.
Gostava de ir, era uma forma de terminar o assunto Missão e LDs! Vou contextualizar. Em Novembro resolvi realizar um desejo muito antigo. Não era viajar, fazer turismo, imigrar, mas sim ir em Missão. Viver pelo menos um ano longe, muito longe, despojada de tudo o que estou habituada, principalmente a nível material (sem PC, telemóvel, máquina de café, cinema….). Integrar uma comunidade local e viver como eles, com os seus costumes…
E lá fui eu! Sim, mesmo com muitas dúvidas sobre todo o processo e os requisitos necessários para ir (sim, são necessários muitos), consegui sorver muitos aspectos positivos de toda a formação, ultrapassar as muitas diferenças que tenho em relação aos outros Lds, e como aspecto fundamental conquistei um pouquinho do meu projecto de desmaterialização (quando tiver paciência falo sobre isto).
As dúvidas surgiram com a minha ida para Seia… passei a estar sempre com o maldito dilema: -fico aqui (Portugal) e lido com a incerteza de não saber o que estarei a fazer para o ano ou vou embora e lido também com a incerteza de não saber como vai correr a minha vida noutro país e ainda por cima a viver com pessoas (durante um ano) que não conheço…
Agora a falar parece fácil ou mais ou menos fácil, mas na altura não consegui mesmo decidir…O facto de ter começado a trabalhar deu-me alguma curiosidade sobre o como seria a minha vida no próximo ano, vontade de ficar para ver e ter coragem para não desesperar. Por outro lado, deixar uma ambição que estava na eminência de ser tornar real? Como diria o Dc Phil, não consegui encontrar paz em nenhuma das duas opções…

A falta de decisão precipitou a DECISÃO…
Ai o que eu chorei, a minha irmã e a piga que o digam...

Agora que já passou algum tempo desde o dia fatídico e citando novamente o Dc Phil “...as coisas não acontecem por acaso, se calhar esta não era mesmo a hora. Há coisas aqui para resolver, depois VAIS…”


Não há dia em que não pense "e se eu tivesse reagido de outra forma?"